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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Praça Prefeito José Flora : Algumas Fotos





Pintura em tela- quadro : antiga residência da Família Flora, primeira barbearia, de Salvador Flora e casa comercial de José Flora ao lado direito.( ficava na Praça José Flora).
                    Residência de Sr. José Flora, na praça que leva o seu nome.







sábado, 11 de fevereiro de 2012

Algumas Fotos da FAMÍLIA FLORA


           Foto de Sr. José Flora com a família : irmãos, cunhados, filhos e sobrinhos.



Maria José Flora, filha de José flora, com os tios italianos  Emílio e Angelina, em visita ao Brasil.
                     Aracy, Augusta, Geraldo, com primos e Nemésia e Maria José  Flora.
                                                   Familia Flora reunida

                      Sr. José Flora com esposa e  filhos do primeiro matrimônio -1933
    Foto de Salvador Flora, irmão de José Flora, e família (irmãos).Outros irmãos vivem na Itália.

Foto antiga do Time de Futebol de Pequeri, tendo Sr. José Flora na segunda fila,(com a mão no joelho)e descobri que meu avô Nilo Soares Sobreira, encontra-se na fila de trás, fazendo parte do Time.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Um pouco da Família Flora


Manuscrito de Sr. José Flora, arquivo da Família Flora.

          BRASÃO DA FAMÍLIA FLORA

                                FAMÍLIA FLORA
Flora é considerado um dos mais belos cognomes italianos.Origina-se do latim Flora,Florae que identifica que o mundo tem de mais precioso e de belo que é a vegetação,suas flores e seus frutos.Flora na mitologia grega,era uma ninfa das ilhas afortunadas.Amada por Zéfiro,deus dosventos,foi transformada em mãe da Primavera e deusa das flores e dos jardins.
Entretanto Flora,na Itália tanto pode ser um nome próprio como um cognome.Há Flora na Lombardia e na Campania que se fizeram notáveis.Tudo indica  que tenham sido agricultores e exímios cultivadores de plantas ornamentais para o embelezamento de palácios.Em Nápoles há uma antiga estátua no museu da cidade dedicada á Flora Farnesio importante personagem da aristocracia local.Tem  linhagem de nobreza e seu nome está inscrito no grande livro da genealogia italiana.
Mas a família Flora que nos interessa,é a que se radicou em Pequeri,na pessoa do patriarca Salvador  Flora,que no final do século passado chegara com seu irmão Felício,para uma colônia italiana em São João Nepomunceno. Dali,Salvador Flora,já casado com Maria José Pereira mudou-se para um sítio na periferia de Pequeri,onde nasceram os filhos:José(1900),João,Idalina,Feliciana,Maria e Rosa,qasada,foi viver em Serrana, no estado de São Paulo.
De José Flora,comerciante,grande líder social  e político de Pequeri nasceram,do seu casamento com Balbina Côrtes Flora,os filhos:Geraldo,José(Zizinho),Nemézia,Maria José,Augusta e Aracy.Do segundo casamento,com Iracema Germano Flora nasceram:Terezinha,Paulo,José Roberto e Nair.
De João Flora casado com Maria Augusta Guarizi,nasceram :Antônio,Ildeu,Salvador Neto Maria Cândida e Milton.João, que era sócio comercial de José ,mudou-se mais tarde para Pedro do Rio,distrito de Petrópolis.
(Texto extraído de arquivos da Família)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

José Flora : Primeiro Prefeito de Pequeri

         JOSÉ FLORA,EXEMPLO DE AMOR E CIVISMO

                                                1900-31 DE MAIO-2000





Homem simples e humilde,teve no seu coração uma fonte perene de bondade. Sua fé em Deus,o tornou em modelo de bravura e de modéstia ao mesmo tempo.Seus instrumentos de ação sempre foram as suas convicções e sua fé.”Direitinho”ou direitim’ eram as suas expressões mais conhecidas com as quais dizia que tudo na vida poderia dar certo,se tudo fosse feito,com disciplina,ordem,respeito,justiça e amor.
José Flora não conhecia o ódio,a vingança e o desprezo.Aceitava as críticas com resignação e fazia ouvidos moucos ás ofensas.Seu lema de vida era trabalho,responsabilidade,paz,amor,justiça,civismo,paciência e perdão.
Filho do italiano Salvador Flora com a brasileira Maria José Pereira de Almeida,que depois de um longo período de trabalho na lavoura,se instalaram em casas de comércio em Pequeri no ano de 1919.
José Flora que já trabalhava como empregado em casa de comércio em São Paulo,regressou á terra natal para assumir os negócios do pai que,viúvo,retornara para a Itália.Em seus assentamentos históricos que poderão ser transformados em livro ele relata a sua luta inicial.O falecimento do Dr. Antero Dutra de Morais,perseguido pela política de Artur Bernardes,o desatre econômico que afetou as lavouras de café,o esvaziamento rural e o desânimo da população diante da crise nacional,não foram suficientes,para quebrar-lhe a confiança na reversão da situação.Aos poucos,ele e seu irmão João se firmaram no comércio que, de simples armazém de secos e molhados,foi acrescidos de artigos de armarinhos,artefatos domésticos e padaria.
Sempre incansável, José Flora procurou levantar o ânimo dos conterrâneos .Reorganizou a Banda de Música Snata Cecília,trazendo da escola profissional Bueno Brandão que havia em Estevão Pinto,alguns músicos que pudessem,inclusive,trabalhar em Pequeri. Organizou o Pequeriense Futebol Clube,coordeou a Campanha popular para construção do campanário da Igreja,promoveu festas populares e religiosas tornou-se inclusive,no fabriqueiro da paróquia, função que exerceu por mais de 50 anos.Viu nascer o município de Bicas,em 1923,e promoveu campanha popular para que Pequeri integrasse á nova municipalidade,deixando pertencer a Mar de Espanha.Isso lhe rendeu a amizade com o jovem advogado biquense,José Maria de Oliveira Souza,do qual sempre foi um escudeiro político em Pequeri.
José Flora foi casado com Balbina Côrtes Flora com aquela teve os seguintes filhos: Geraldo, Nemesia, Maria José , Jose´ Flora Jr (Zizinho) ,Teresa , Augusta e Araci´. Do segundo matrimônio com Iracema Germano Flora nasceram:Therezinha,Paulo,José Roberto e Nair.Todos foram criados dntro da sua filosofia de bom católico,responsabilidade no trabalho e amor á terra.
Desde á nossa infância convivemos com a família Flora.Seu José prestigiava o nosso time de futebol infantil,no qual atuavam o filho Zizinho e alguns sobrinhos de João Flora.Zizinho foi um dos nossos melhores amigos e companheiro pela vida inteira.Somos, pois, testemunhas vivas da importância social da família Flora em Pequeri,e da personalidade do seu grande chefe.
Recordamos com prazer alguns episódios de suas atividades comunitárias.Aprazava-nos levantar bem cedinho,nos dias de festas religiosas para acompanhara a banda de música que partia da Casa Flora para a alvorada festiva.Antes um cafezinho,pão fresco e broa por ele servido aos músicos da banda.Mais tarde,na missa solene,lá estava ele na porta da igreja com o maço de foguetes de vara.Depois,na mesa do leilão,coordenava toidas as atividades e controlava os movimentos das barraquinhas.Sempre animado,de tardinha,ele aparecia para coordenar a procissão com o seu "direitinho... direitinho".Finalmente retornava ás prendas do leilão vespertino animado pela sua "furiosa",carinhoso tratamento dado á banda de música.Nas festas cívicas,ele era sempre o primeiro a chegar ao local aprazado.Raramenre perdiauma solenidade.Valorizava a formação cívica da juventude.Por ocasião do calçamento da cidade,por nós iniciado em 1967,exteriorizou a sua emoção dizendo:”Cada paralelepípedo colocado na rua equivale a uma batida do meu coração!”

Apaixonado pelo futebol,além de promover com Primo Granato a fusão do Pequeriense FC com o Sport Clube São Pedro,não perdia uma só partida dos campeonatos regionais ou de jogos amistosos.Vibrava sempre com as vitórias e paternalmente consolava os atletas pequerienses nas derrotas.Vibrava discretamente com as boas jogadas do filho Zizinho e Geraldo que por mais de uma década integraram a principal equipe da cidade.Também o voleibol foi por ele animado.Uma quadra na praça que hoje leva o seu nome foi, por muitos anos,uma das atrações da mocidade.Cuidava dela com carinho e muitas vezes o vimos varrendo o seu chão de areia. Mais tarde a quadra foi substituída por um play ground cercado de tela, cabendo a José Flora a incumbência de controlar os horários de frequência e evitar a invasão dos marmanjos.
Outra característica de José Flora era o carisma que possuía e que o fazia amigo dos pobres e do pessoal da s fazendas.Seu estabelecimento comercial tinha local de “estacionamento” para os cavalos dos que chegavam.Ali todos tinham nele um amigo fiel.um conselheiro,um guia ou um orientados para as suas dificuldades.
Qual um templo popular,a Casa Flora tinha espaço reservado para a guarda do material de futebol,dos instrumentos da banda de música e outro, para ensaios e que servia ,também para alguns bailes do “Turunas” aos sábados e domingos enquanto não havia outro local.Também foram dadas aulas de música,de alfabetização de adultos até de preparatórios de exames de admissão quando,em 1961,iniciamos a primeira turma de ginasianos de Pequeri.Sua residência sempre esteve com as portas abertas para o povo.Na casa grande já demolida,muitos bailes foram realizados.,quando ainda não existia o Clube Social. Ali muitas reuniões partidárias decidiram as campanhas políticas das quais sempre saíam os vencedores.Outro traço da personalidade de José Flora era ao atendimento que dava as famílias por ocasião dos falecimentos. Ricos ou pobres, ele era o primeiro a chegar á casa enlutada.Quase sempre era ele quam providenciava os sepultamentos,o que fazia com boa vontade e sensibilidade cristã.
Nas campanhas políticas,José Flora era incansável. A pé ,a cavalo,em carroça.ou em aultomóvel de algum correligionário,não deixava de visitar os eleitores,casa por casa,inclusive os que residiam na roça.Correligionários ou não,ele pedia licença e ia dando o seu”recado”:”Direitinho...direitinho,vamos votar pro bem de Pequeri.”

Um grosso caderno escolar continha manuscritos e em ordem alfabética,todos os nomes dos eleitores,seus endereços e os números dos títulos eleitorais.Controlava as mudanças de endereços,acrescentava os novos eleitores e dava baixa dos nomes de falecidos e transferidos.Conhecia todo o eleitorado de Pequeri, e sabia quem era a favor e quem era contra.

Depois da igreja e da família,sua obsessão era Pequeri.Sonhava alto com os destinos da terra natal.Para sua filha,Therezinha,dona da Pousada Casa Velha, já também falecida, muitas vezes ele colocava os interesses de Pequeri acima dos interesses da família. Foi seu primeiro prefeito e a libertou a construir a estrada até Sossego,no sentido Serraria.Depois de prefeito,elegeu-se vereador por várias vezes.vice-prefeito,e por fim apoiou a nossa candidatura em 1966,contrariando alguns de seus correligionários por acreditar nos nossos propósitos de progresso para Pequeri.Sua última participação política foi na eleição de Geraldo Fulco para prefeito em 1982.Com sua saúde já abalada.do leito ainda lhe deu o apoio decisivo.Estava certo.Morreu quando Pequeri já contava com ruas calçadas e ajardinadas,telefones.luz a vapor de mercúrio,colégio estadual,jardim de infância,hospital,televisão,praça de esportes iluminada,etc.Seu sonho estava realizado.Poucos dias antea de falecer,ele falou com emoção a um grupo de amigos e admiradores que foram visitá-lo:”Está muito bonito o nosso Pequeri! Já posso morrer descansado!”
Eis uma síntese da personalidade e da vida de José Flora.Faleceu e entrou para a história como símbolo de maior amor á terra natal,de dedicação á família,á religião católica e ás causas justas e perfeitas.
Sua vida social e política foi um espelho no qual as novas gerações políticas deviam mirar-se e seguir-lhe o exemplo.



“Povo que não tem memória e nem vultos para festejar,não é povo.É simplesmente um aglomerado de gente que vive por viver sem saber por que vive”(Júlio Vanni)

Texto escrito por Julio C. Vanni e distribuido por ocasião da inauguração da Praça Prefeito José Flora em 31 de maio de 2000, data do centenário de nascimento de José Flora.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A emancipação do Município de Pequeri






Em 7 de setembro de 1923, já sem contar com uma forte liderança, a Câmara Municipal de Mar de Espanha cedeu o distrito de Pequeri para possibilitar a criação do município de Bicas.Com as eleições municipais de 1924, Pequeri elegeu Francisco Augusto Frederico de Castro seu primeiro vereador na nova Câmara.Trinta anos depois, pela lei estadual nº 1039, de 13 de dezembro de 1953, aconteceu a emancipação. 
Os líderes emancipacionistas foram os vereadores:José Flora, Laerte Campos, Antero Dutra Marques,Itamar Coelho, Primo Granato, Estevão Granato, José Petrino Potsch, Oswaldo Campos e outros. Seu primeiro intendente municipal foi Mário de Andrade, nomeado pela Secretaria do Interior do Estado de MG.
Os primeiros anos de emancipação foram difíceis para a cidade. Mesmo assim, o primeiro prefeito eleito, José Flora, conseguiu realizar o mais audacioso sonho dos pequerienses que era a ligação rodoviária com  Sossego, e consequentemente, com Serrraria, na divisa do Estado de Rio de Janeiro.
Fonte: Livro Sertões do Rio Cágado de Julio Cezar Vanni

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Estrada Pequeri- Sossego

Pintura em tela, feita por mim a partir de uma fotografia, a pedido de minha tia, que sempre que vem aqui em Pequeri, passa por esta estrada. É uma estrada de chão, às vezes difícil de passar, por causa de chuvas, ou alguns buracos, mas tem os seus encantos, como se vê, o ipê amarelo florindo dando vida à paisagem, num chão áspero.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Lycídio Paes, poeta, jornalista , escritor e professor em Pequeri

Lycídio Paes, patrono de uma das cadeiras da academia juiz-forana de letras,atualmente ocupada por Julio Cezar Vanni.
Nascido em Mar de Espanha, era filho de João Guilherme Bezerra Paes, primeiro escrivão de cartório em Pequeri. Desde jovem já era considerado um prodígio.Seus versos a todos impressionava pela beleza e perfeição.
Professor, jornalista e poeta, foi Diretor do Grupo Escolar Antero Dutra. Como jornalista escreveu para jornais de Juiz de Fora, Ouro Preto e Rio de Janeiro. Tem muitos poemas publicados no Correio da Manhã da antiga capital. Foi redator do Jornal O Pequiry editado pelo Senador Antero Dutra de Moraes, entre 1914 e 1919.
Das obras de Lycídio Paes ,são conhecidas: NUVENS, o seu mais conhecido livro de poemas; Perfídia; Meus Apuros: Discursos e palestras: Espirais e Últimas Cem Trovas (Uberlândia, 1975).
Lycidio Paes morreu em Uberlândia aos 97 anos de idade. Nessa cidade era membro da Academia de Letras do Triângulo Mineiro.
Esta foto foi reproduzida de seu livro "Nuvens"- Arquivo da Biblioteca Nacional, RJ.
Fonte: Livro : Sertões do Rio Cágado, de Júlio Cézar Vanni
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