quarta-feira, 2 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
Poesia :O Trabalho
Tal como a chuva caída
Fecunda a terra, no estio,
Para fecundar a vida
O trabalho se inventou.
Feliz quem pode, orgulhoso,
Dizer: “Nunca fui vadio:
E, se hoje sou venturoso,
Devo ao trabalho o que sou!”
É preciso, desde a infância,
Ir preparando o futuro;
Para chegar à abundância,
É preciso trabalhar.
Não nasce a planta perfeita,
Não nasce o fruto maduro;
E, para ter a colheita,
É preciso semear.
Olavo Bilac
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Mensagem
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Sarau de Poesia na EMAD
Nesta terça, o Grupo Feliz Idade participou na EMAD, de um Sarau de poesia, contos e conversas com os alunos , nesta III Semana da Leitura. O Grupo Feliz Idade foi recebido com um delicioso lanche.
O Coral Alegria de Viver apresentou para as crianças a música: Alô, Boa Tarde, como vai você?
Cidinha Fávero falou seu texto para as crianças, incentivando-as ao estudo, D. Tanica declamou uma poesia feita por ela, Lia Micheli declamou uma poesia de seu pai, o poeta Edmundo Micheli, e eu declamei a poesia : A bola azul, de Álvaro Moreira.
Declamei também a poesia : A bailarina, de Cecília Meireles, com a coreografia de uma aluna.Rita Medeiros declamou uma poesia sobre a pátria.
Aqui, os poemas declamados por mim, e algumas fotos do evento:A bailarina
Cecília Meireles
—
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
—
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
—
Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá.
—–
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.
—-
Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
—-
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
—-
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
—-
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.
A BOLA AZUL
Álvaro Moreira
Era uma bola azul, tão bonita!
Parecia a lua
se a lua fosse azul.
Amarrada num fio,
ia ao vento, de cá, de lá,
alegre
como se estivesse rindo.
Dormiste com ela segura na mão.
De noite a bola arrebentou.
Quando acordaste, presa num fio,
a bola morta não se mexia.
Começaste a chorar.
Mas mamãe,
da bola grande que morrera
fez uma porção de bolas pequeninas
azuis
azuis...
Pareciam as estrelas
Se as estrelas fossem azuis.
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Eventos
terça-feira, 24 de abril de 2012
III Semana da Leitura-EMAD
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Grupo Escolar Antero Dutra
domingo, 22 de abril de 2012
A Dona Nair Temponi como era conhecida no meio social de
Pequeri, nasceu no Município de Maripá de Minas, em 28 de junho de 1914. Era
filha de Nicolau Temponi, músico e que faleceu em 13 de dezembro de 1912 e de
Maria Barroso Temponi.
A Câmara municipal de Pequeri, em 15 de março de 2007,
aprovou o Projeto-Lei, criando o DIPLOMA
MULHER CIDADÃO – VEREADORA NARI TEMPONI, com a finalidade de agraciar as
mulheres pequerienses que pelos seus serviços e méritos excepcionais se tenham
tornado merecedoras do especial reconhecimento da Câmara Municipal de Pequeri.
Pela Lei Municipal n° 001/2010, foi denominada Rua Professora Nair Temponi a via
pública que liga a Rua José Guarize Filho no Bairro Nova Pequeri à Rua Victor
Belfort Arantes.
A Professor a Nair Temponi era uma pessoa inteligente, ativa, que trazia a poesia em suas veias e
era amplamente conhecida na região por suas qualidades ímpares de ser humano.
Construiu, ao lado de seu marido Luiz Pessoa Bastos, uma vida edificante,
sempre na vanguarda do progresso onde o tempero principal era o que hoje
denominamos o “social”. Nunca ninguém foi a casa deles pedir algo sem ser
atendido e tratado como ser humano especial mesmo por mais esfarrapado que se
apresentasse.
Teve uma filha: Tereza Regina Bastos Christ,professora, casada com o Professor Ivo reinaldo Christ.
Dos muitos sonetos que nos
vieram através do Jornal O MUNICIPIO, compostos nos primeiros anos depois de
formada professora, deixamos um aqui:
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Dados biográficos
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Imagens do Prédio da antiga Estação Ferroviária
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Lugares
sábado, 14 de abril de 2012
Fazenda do Lima-
FAZENDA DO LIMA – A ÚLTIMA SESMARIA
Depois de sessenta anos de uma decisão judicial que a considerou inalienável ao longo de algumas gerações e ocupando um quinto do território do município de Pequerí, ressurge a ocupação da Fazenda do Lima sob a égide de ricos empresários que a adquiriram e a dividiram em modernas propriedades rurais para seus hobby e lazer. Certamente, a fácil localização nas proximidades do Rio de Janeiro e onde os conflitos pela terra são praticamente inexistentes, eles implantaram seus projetos com modernos haras, técnicas agrícolas, eletrificação rural, telefonia, rebanhos com pedigree, boas vivendas, etc. e promoveram, inclusive, o paisagismo racional e a revitalização da mata atlântica antes quase totalmente destruída. Tal modernidade tem surpreendido e encantado munícipes e transeuntes da poeirenta estrada municipal que liga Pequeri à localidade de Sossego e que atravessa as terras da histórica fazenda. Os filhos da terra, na sua vocação telúrica aplaudem confiantes os novos e ricos proprietários de sítios e fazendas que adotaram novos topônimos em seus quinhões e lançam umolhar de agradecimento ao céu. OS quatrocentos e tantos alqueires mineiros considerados malditos por ocultarem por quase 40 anos a escravidão de negros após a abolição, já não são mais “terra de ninguém”. Dos seus 600 moradores nas décadas de 1920 e 1930, restavam
apenas dois ou três personagens, além do fazendeiro Zeferino e da sua fiel Bá. O imenso vazio de gente era um desafio ao desenvolvimento do município e verdadeira nódoa na vocação dos homens que fizeram a história de Pequeri e da microrregião.
Texto escrito pelo Historiador Julio Cezar Vanni, publicado originalmente no Jornal O MUNICÍPIO na coluna : Cultura, Gente e Ideias, Bicas, MG, 1º a 29 de fevereiro de 2012.
Depois de sessenta anos de uma decisão judicial que a considerou inalienável ao longo de algumas gerações e ocupando um quinto do território do município de Pequerí, ressurge a ocupação da Fazenda do Lima sob a égide de ricos empresários que a adquiriram e a dividiram em modernas propriedades rurais para seus hobby e lazer. Certamente, a fácil localização nas proximidades do Rio de Janeiro e onde os conflitos pela terra são praticamente inexistentes, eles implantaram seus projetos com modernos haras, técnicas agrícolas, eletrificação rural, telefonia, rebanhos com pedigree, boas vivendas, etc. e promoveram, inclusive, o paisagismo racional e a revitalização da mata atlântica antes quase totalmente destruída. Tal modernidade tem surpreendido e encantado munícipes e transeuntes da poeirenta estrada municipal que liga Pequeri à localidade de Sossego e que atravessa as terras da histórica fazenda. Os filhos da terra, na sua vocação telúrica aplaudem confiantes os novos e ricos proprietários de sítios e fazendas que adotaram novos topônimos em seus quinhões e lançam umolhar de agradecimento ao céu. OS quatrocentos e tantos alqueires mineiros considerados malditos por ocultarem por quase 40 anos a escravidão de negros após a abolição, já não são mais “terra de ninguém”. Dos seus 600 moradores nas décadas de 1920 e 1930, restavam
apenas dois ou três personagens, além do fazendeiro Zeferino e da sua fiel Bá. O imenso vazio de gente era um desafio ao desenvolvimento do município e verdadeira nódoa na vocação dos homens que fizeram a história de Pequeri e da microrregião.
A história da Fazenda do Lima constitui um importante capítulo do povoamento da região após a liberação das terras do sul da Zona da Mata inseridas no triângulo denominado das “ matas proibidas”. Sua origem remonta ao início da cultura de cafezais em terras doadas pelo governo imperial, ou pelos governadores de províncias, a colonizadores e povoadores de sertões que derrubaram as matas onde tudo era proibido.
A fazenda tem sua origem com a doação de uma sesmaria ao padre português Antônio José de Mello Lima, como prêmio por haver aceito, em 1823, seu provisionamento na capela de Santana do Deserto, confundida na época, como localizada nos sertões do rio Doce. O nome de Zona da Mata ainda estava longe da realidade com que os sertões entre os rios Paraíba do Sul, Pomba e Paraibuna seriam mais tarde conhecidos. Foi Celso Falabella Figueiredo de Castro, famoso historiador mineiro nascido em Mar de Espanha, quem nos brindou com a certidão fornecida pelo Arquivo do Estado premiando o padre Lima que teve seu nome perpetuado na fazenda que um dia se tornaria famosa.
Sem vocação rural e obstinado pela vida religiosa em sertões ainda inóspito, o padre Lima, pouco tempo tinha para cuidar da fazenda. É possível que tenha, pelo menos, iniciado uma modesta plantação de cafeeiros dentro do amplo espaço de selvas virgens a fim de assegurar a sua posse. Sem herdeiro direto, seu sucessor foi o sobrinho Manoel Ignácio de Mello e Souza, português diplomado em direito pela Universidade de Coimbra, que na capital ocupou uma cadeira no
Senado do Império depois de ter sido desembargador em São João Del Rei e governado a gloriosa província das Minas Gerais. Por seus relevantes serviços prestados ao Império, foi agraciado com o título de Barão do Pontal, com o qual ficou conhecido ao longo da história e, por fim, esquecido. Empolgado com a imensidão de terras férteis, o Barão do Pontal,dinamizou a lavoura de café e construiu, em 1838, a imponente sede da fazenda, importando o famoso pinho de Riga para seus forros, pisos,janelas e portas. Em homenagem ao tio, conservou o nome da propriedade, antes conhecida como Fazenda do Padre Lima para identificar " ad aeternitatem" a vasta e promissora propriedade, fadada a ser a única sesmaria a chegar intacta ao final do século XX.
Senado do Império depois de ter sido desembargador em São João Del Rei e governado a gloriosa província das Minas Gerais. Por seus relevantes serviços prestados ao Império, foi agraciado com o título de Barão do Pontal, com o qual ficou conhecido ao longo da história e, por fim, esquecido. Empolgado com a imensidão de terras férteis, o Barão do Pontal,dinamizou a lavoura de café e construiu, em 1838, a imponente sede da fazenda, importando o famoso pinho de Riga para seus forros, pisos,janelas e portas. Em homenagem ao tio, conservou o nome da propriedade, antes conhecida como Fazenda do Padre Lima para identificar " ad aeternitatem" a vasta e promissora propriedade, fadada a ser a única sesmaria a chegar intacta ao final do século XX.
Sem a graça da paternidade, o Barão do Pontal criou uma menina que lhe herdaria os bens e se casaria com o fazendeiro Albino Cerqueira Leite I , membro de tradicional família sesmeira de terras em Simão Pereira, na época conhecida como Rancharia.
Albino Cerqueira Leite I era irmão do desembargador Pedro Alcântara Cerqueira Leite, mais tarde Barão de São João Nepomuceno e que também governou a província de Minas Gerais. Dono da Fazenda da Gruta em Santana do Deserto, Pedro Alcântara foi o idealizador da criação da Companhia de Estrada de Ferro “União Mineira” que desbravou a região com a construção da ferrovia ligando a estação de Serraria, na divisa do estado do Rio de Janeiro a São João
Nepomuceno, passando pelas suas terras e nas do irmão Albino permitindo, inclusive, o surgimento das localidades de São Pedro do Pequeri, Bicas, Santa Helena, Sossego e Silveira Lobo.
Albino Cerqueira Leite I era irmão do desembargador Pedro Alcântara Cerqueira Leite, mais tarde Barão de São João Nepomuceno e que também governou a província de Minas Gerais. Dono da Fazenda da Gruta em Santana do Deserto, Pedro Alcântara foi o idealizador da criação da Companhia de Estrada de Ferro “União Mineira” que desbravou a região com a construção da ferrovia ligando a estação de Serraria, na divisa do estado do Rio de Janeiro a São João
Nepomuceno, passando pelas suas terras e nas do irmão Albino permitindo, inclusive, o surgimento das localidades de São Pedro do Pequeri, Bicas, Santa Helena, Sossego e Silveira Lobo.
Situada na parte sul do município de Pequeri e confrontando com os municípios de Santana do Deserto e Mar de Espanha, a Fazenda do Lima foi sempre referência nas descrições de divisas entre antigos distritos de paz que mais tarde seriam transformados em municípios. Estava fadada a ser território exclusivo de Pequeri, desde a criação do distrito, desmembrado de Sarandira, em 1890. Segundo Zeferino Cerqueira Leite, neto de Albino I, algumas terras vizinhas, situadas em outros municípios, foram anexadas à Fazenda do Lima por compra, porém há contradições curiosas quando foi adotada a fixação de divisas municipais e distritais pelo sistema de águas vertentes, o que ocasionou o fato de alguns pedaços, ou pontas de fazendas passarem à jurisdição de outros municípios.
Por longos anos, a Fazenda do Lima foi considerada inalienável, passando de geração em geração a varões do mesmo clã até que a sorte mudasse sua história. As propriedades vizinhas tiveram rumo diferente. Foram alteradas nos seus espaços, divididas em sítios e fazendas em decorrência de partilhas de heranças, mudaram de senhores e até tiveram novos topônimos como as fazendas de Santa Isabel, hoje Mãe Geninha; Cachoeira, Santo Inácio, Aparecida, Bom Jardim e Castelo, desmembradas das sesmarias de São Pedro e Santa Rosa, subdivididas ainda, em sitio do Carazal ( Hoje, Santa Fé), Bela Itália, sitio São Pedro, sitio Santa Rita, sítio das Perobas, etc.
Apesar de ter sido recordista na produção de café em terreno demontanhas alcantiladas, a fazenda sempre teve uma grande reserva da mata atlântica. Tinha guardas para protegê-la e impedir a caça por aventureiro, roubo de lenha e madeira. Suas matas abrigavam uma rica fauna, com lobo guará, veado campeiro, javali, capivara, jaguatirica, quati, macacos diversos, paca, tatu, etc. Destruída
parcialmente quando em decadência nos anos de 1940, a fazenda foi o grande celeiro de lenha para as locomotivas da Leopoldina Railway durante a Segunda Guerra Mundial. Porém, o êxodo rural e o abandono em que a fazenda viveu a partir dos anos de 1930, possibilitou a recuperação parcial da mata atlântica, a despeito de alguns arrendamento de pastos a inescrupulosos parceiros que sonhavam em apropriar-se de alguns quinhões de suas terras.
parcialmente quando em decadência nos anos de 1940, a fazenda foi o grande celeiro de lenha para as locomotivas da Leopoldina Railway durante a Segunda Guerra Mundial. Porém, o êxodo rural e o abandono em que a fazenda viveu a partir dos anos de 1930, possibilitou a recuperação parcial da mata atlântica, a despeito de alguns arrendamento de pastos a inescrupulosos parceiros que sonhavam em apropriar-se de alguns quinhões de suas terras.
Nos lúgubres grotões da serra do Lima e da serra da Piedade, seencontram as nascentes do rio Caguicho, ou Cágado pequeno, Zumbi e outros ribeirões que integram a bacia do rio Cágado. Das entranhas da terra ficaram conhecidas as reservas de caulim, feldspato, cristal de
rocha e malacacheta que nunca foram exploradas por conta da excentricidade de Zeferino Cerqueira Leite, sempre desconfiado e cauteloso contra as artimanhas de mineradores aventureiros e a
incerteza quanto aos segredos do sub solo numa época em que a prospecção mineral anda não era confiável.
rocha e malacacheta que nunca foram exploradas por conta da excentricidade de Zeferino Cerqueira Leite, sempre desconfiado e cauteloso contra as artimanhas de mineradores aventureiros e a
incerteza quanto aos segredos do sub solo numa época em que a prospecção mineral anda não era confiável.
Texto escrito pelo Historiador Julio Cezar Vanni, publicado originalmente no Jornal O MUNICÍPIO na coluna : Cultura, Gente e Ideias, Bicas, MG, 1º a 29 de fevereiro de 2012.
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