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domingo, 19 de agosto de 2012

Nossa Senhora do Livramento

Esta imagem de Nossa Senhora do Livramento,esculpida  em madeira, com data do século XVIII, pertence à Igreja de Sarandira.. Está em Pequeri pois a Igreja de Sarandira está passando por uma reforma e sendo hoje o dia consagrado à esta Santa, a imagem foi exposta no altar da nossa Igreja Matriz.

ORAÇÃO À NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO
Nossa Senhora do Livramento,
Mãe de Deus, nossa Mãe
e padroeira de nossa Paróquia.
Com o olhar confiante vos contemplamos.

Como exemplo, guia e protetora dos filhos devotos.
Dirigimo-nos a vós como filhos,
porque necessitamos do vosso auxílio.
Só em pensar que temos Mãe junto de Deus, sentimo-nos reanimados,
apoiados e guiados pela mão materna.

Renovai-nos espiritualmente
para que saibamos enxergar a vida mais bela.
Levantai-nos para caminhar sem medo
nas tribulações da vida. Dai-nos vossa mão
para que acertemos o caminho da salvação eterna.

Nossa querida Mãe,
NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO,
abençoai-nos e guardai-nos junto de vosso coração,
e conduzi-nos ao coração eterno e amoroso do Pai. Amém!


"Nossa Senhora do Livramento
Livrai-nos de todos os perigos do corpo e da alma"


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Texto: Pequeri de meu tempo



Foi na Fazenda de Santa Luzia, a leste da Estrada de Ferro, num velho casarão construído, no tempo do cativeiro, onde eu nasci. Filho de pais do alem mar, sem conhecer as vitaminas, as penicilinas, cresci num ambiente sadio e feliz, desconhecendo o mundo fora dos limites do meu querido São Pedro do Pequeri. A natureza prodigiosa daquele tempo era o alento da boa gente das fazendas que nela tinha o seu sustento, o seu remédio e o seu divertimento.
Como todo garoto, aos sete anos fui para a escola no “arraial”, a fim de receber os primeiros ensinamentos de minha formação. Impulsivo no inicio, acostumei-me, logo, com os companheiros que comigo faziam boas e saudosas estripulias. Com o estudo eu não queria nada. Lembro-me do interesse que tive em aprender os nomes dos dias da semana, somente para marcar nas folhinhas as “quintas-feiras” e os “domingos” que eram os dias de folga, dias em que eu podia cavalgar o “Trento” meu cavalo pedrez que me levava ate a invernica para dar sal ao gado e a postar corridas com as novilhas desgarradas. Aos domingos, entr3tia-me com as arapucas e os alçapões na anciã de pegar algum canário, um sabia, uma juriti ou mesmo um tico-tico, enquanto que no velho açude gordas traíras, acaras e lambaris eram pescados em quantidade. Quando me fartava dos passarinhos e da pesca, ia ao mato buscar o mel das abelhas selvagens para um guloso regalo tão próprio das crianças de todos os tempos.
As plantações abundantes propiciavam  naquele tempo, farta colheita. Os carros de bois, com o seu chiado característico, anunciavam sempre a chegada ao terreiro vinham um após outro para derramar diante da casa grande, o café, o milho, o feijão, etc. numa euforia sem par. Era uma verdadeira festa a chegada dos primeiros carros com a primeira colheita. O ultimo carro era sempre enfeitado de ramos e flores silvestres. O pessoal delirava de contentamento. No primeiro sábado, após o inicio da colheita, era, então festejando o grande acontecimento. Os colonos italianos, herdeiros das tradições da sua terra natal, se ajoelhavam e lançavam uma prece a Deus, agradecendo o belo resultado dos seus esforços. Rezava-se o “terço” para depois da benção do Santo padroeiro das boas colheitas, ter inicio um esfuziante baile sob o som da sanfona. A meia noite dançava-se a quadrilha como ponto culminante dos festejos. Bebia-se a “temperada” que era uma deliciosa bebida preparada pelos italianos. Assim festejava no meu tempo, com incomensurável alegria a colheita farta que se repetiria nos anos seguintes.
No “Arraial” as festas do Mês de Maria eram esplendidas. Havia, não tenho duvida, mais alegria, mais gente, mais fartura e, por conseguinte, mais animação. O futebol era de uma animação nunca vista. Pequerience F. C. e S. C. Elite, dividiam as preferências locais.  Os homens torciam e brigavam, enquanto que as mocas na vigilância dos seus pais torciam caladas, com o pensamento no baile que certamente haveria a noite.
Como em todo lugar, o carnaval de S. Pedro do Pequeri marcou época.
Para o reinado de Momo, chegava sempre um carro especial da estrada de ferro com gente do Rio de Janeiro, pois, a fama das mocas de Pequeri era de que eram as mais bonitas da redondeza. Nos salões de baile, pisava-se em montes de confetes e serpentinas enquanto que no ar os guinchos dos lança- perfumes eram em profusão.
A política era assunto dos mais idosos. A rapaziada não se preocupava tanto com esse assunto. Seria, naquele tempo, deselegante um rapaz falar em política com a sua namorada. Levava logo um fora. E no comentário com as amigas, a donzela diria: “fulano é um bobo. Só fala em política, coisa que eu não entendo e nem sou eleitora”.
Como o tempo não espera por ninguém, senti chegada a mocidade, quando tive de m afastar daquele ambiente que tanto adorava. Fui para o colégio. As férias eram aguardadas sempre com viva ansiedade. A saudade o meu São Pedro do Pequeri era imensa. Como era bom  rever  tudo aquilo... Os dias de férias pareciam passar depressa. E antes mesmo que terminassem, eu começava a sentir o pungir impiedoso da saudade. Novo ano de estudo, novas férias.... E o tempo me fez homem.  Assim que terminei o curso, não encontrei trabalho compatível com os meus estudos no meu querido torrão. Parti para o Rio em busca de um futuro promissor. Enfrentei sozinho, mil e uma dificuldades, sem nunca desanimar e vencer finalmente. Ainda com os olhos voltados para frente, e com o pensamento no meu velho São Pedro do Pequeri, eu vejo passar 25 anos de ausência do torrão querido.
Quando visito Pequeri, não deixo nunca de olhar para o seus passado e compara-lo com o presente. Está tudo mudado. Sento-me, sempre sob uma velha e frondosa arvore, fecho os olhos para contemplar o deslumbramento de outrora. Como me sinto feliz!
Ao abri-los, sinto porem, uma magoa profunda. Não vejo ao redor de mim, os vastos cafezais, as verdes florestas despareceram. Tudo agora é pastos e montanhas desnudas. Levanto-me e me ponho a caminhar pela velha estrada onde eu cavalgara com os arroubos próprios da infância. Não encontro mais os camponeses nos campos. Suas casas não existem mais. Foram para outros lugares em busca de melhor situação. As juritis, os sabiás, os nhambus, as trocau, também se acabaram. No velho açude o anzol fica como que dando “banho à minhoca”pois os peixes não beliscam mais. A casa onde nasci também desapareceu. Nem mesmo as ruínas pude encontrar. Olho, finalmente, para o azul infinito do céu que e a única coisa que ainda resta. Ali a Mao do homem não pode alcançar para destruir.
 Volto ao “Arraial”que hoje goza dos foros de cidade. As suas ruas são as mesmas e o casario em quase nada foi alterado. Encontro-me com poucos conhecidos de outrora, pois, a maior parte da população é para mim, agora, desconhecida. Os antigos companheiros são homens como eu. Os moços do meu tempo ficaram velhos e os velhos na sua maioria, deixaram de existir. Tudo, tudo e tão diferente. Os costumes já não são os mesmos. As moças discutem  política com entusiasmo e coragem. O namoro é mais livre. As fábricas antigas desapareceram. No grupo escolar não encontrei mais as matronas amigas d’antes. Agora as professora são “brotinhos” na sua maioria ( aliás, é a única coisa que invejo dos atuais alunos).
Hoje meu querido São Pedro do Pequeri és cidade, porem, pouco progrediste. Do teu velho nome ficou apenas o Pequeri, mas guardo no coração as saudades daquele bom tempo. Tudo passa, tudo se modifica. Só não modifica o teu céu de azul puríssimo. E o meu desejo, meu velho Pequeri, e de que o mesmo sol que me viu nascer me veja morrer.
Fernando Vanni

Fonte: Jornal ‘O Pequeri’ – 17 de setembro de 1956.


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Fotos antigas do Grupo Escolar "Antero Dutra"

 Professora Vany Vanni Magri Moraes com  turmas de alunos.




Professoras :Maria Lúcia Castro, Mª da Conceição F. de Almeida, Vany Vanni Magri, Lia Micheli e Nice Ferreira.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Festa no Restaurante Maninhos



                                                      Venham conferir!

sábado, 4 de agosto de 2012

Sitio Shalom comemora 20 anos

O Sitio Shalom está em festa, comemorando seus 20 anos de existência. Um grupo de holandeses já se encontra na cidade, para prestigiar o evento. O Sitio Slalom acolhe crianças e adolescentes em sistema de casas-lares.
                                  Convite para a festa:
                             Parabéns aos amigos do sitio Shalom!!!
           Algumas imagens do Sitio Shalom no dia de hoje:








                      Aqui, uma das camisetas do evento.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Sitio Monte Belo

                          No passado este sítio pertenceu a Guilherme Francisco da Costa.
Localiza-se na antiga estrada Pequeri- Mar de Espanha

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Descendentes Italianos na política nos 59 anos de Pequeri como cidade.

Descendentes Italianos na política nos 59 anos de Pequeri como cidade.

Prefeitos.
. José Flora - Primeiro prefeito da cidade - Filho de Italianos-
Além de Prefeito foi vice-prefeito e vereador diversas vezes.

.
Julio Vanni - Filho de Italiano. Foi o terceiro prefeito. Foi da primeira Câmara.

. José Vicente Daniel - Neto de italianos. Governou num mandato de seis anos e foi vereador.


. Geraldo Fulco. Foi 3 vezes prefeito e foi vereador. Neto de Italianos.


Mulheres eleitas para a Câmara - Vereadoras:

. Nair Temponi - Neta de italianos - Foi a primeira mulher a se eleger vereadora e presidente da Câmara.

. Sílvia Helena Franco de Almeida - Neta de Italianos. Teve mandato de seis anos.


. Valéria Perantoni de Andrade - Neta de italianos - Além de vereadora foi presidente da Câmara durante a realiação da Lei Orgânica.


. Eliete Maria Flora - Neta de italianos.


. Stella Mary
Rodrigues - Neta de Italianos - Além de vereadora é a atual vice-prefeita.

. Rosângela Iambao Silva Nina Galão - Bisneta de italianos - Foi presidente da Câmara.
 Fonte: Facebook-Raul Salles -Grupo Carnevale
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