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quarta-feira, 12 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Plano Municipal de Saneamento Básico
Aconteceu nesta quinta-feira , na Escola Municipal Waldomiro de Magalhães Pinto, a Oficina 1 para a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico do Município.
A Lei Federal 11.445/07 define o saneamento básico como o conjunto de serviços urbanos, infraestrutura e intalações operacionais de :
. Abastecimento de água
. Esgotamento sanitário
. Limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos
. Drenagem urbana e manejo de águas pluviais.
Com a presença da equipe que está elaborando o trabalho, após a explanação do assunto, foi entregue aos presentes a Cartilha : Saneamento Básico - O que isso tem a ver com você?
Foram feitos grupos de pessoas presentes onde cada grupo deveria escrever os pontos positivos e negativos sobre os seguintes itens : água, rede de esgoto, lixo e drenagem no Município de Pequeri.
Ao final, foram debatidas as opiniões de cada grupo, devendo voltar a ter ainda outros encontros para terminar a elaboração do trabalho sobre o Saneamento na cidade.
PARTICIPE. OPINE. CONTRIBUA PARA DEIXAR SUA CIDADE MELHOR.
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Notícias
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Documento
Cruz colocada na divisa do município de Pequeri- Sarandira,
durante a administração do Prefeito Rafaneli Salles de Almeida. Alunos das escola fazem uma visita. Professores à frente: Prof .Gilda Garcia, Prof. Sérgio Calegari, Prof. Mariângela e Prof. Terezinha Fulco em abril de 2.000.
DOCUMENTO:
(Quando Pequeri pertencia a Sarandira)
REPRESENTAÇÃO DO COMMERCIO DE SARANDY. 1889
Ilmos. Srs.
Presidente e mais vereadores da câmara municipal do Juiz de Fora. – À presença
de V.V.S.S. vêm os abaixo assinados, negociantes estabelecidos no distrito do
Sarandy, deste município, reclamar contra o abuso cometido por muitos
fazendeiros, que, sem pagarem impostos contra o que dispõe o código de posturas
municipais, tem verdadeiros estabelecimentos comerciais em suas fazendas, a
título de “armazém para fornecimento aos empregados”, mas onde comerciam em
toda a sorte de artigos, lesando assim os interesses do comércio lícito, que,
por estar sobrecarregado de impostos onerosos é intuitivo que não pode competir
com quem dolosamente se furta ao pagamento deles.
Dos fiscais do
distrito, de quem os abaixo assinados tem por mais de uma vez solicitado
providências contra tão abusivo procedimento, nada esperamos signatários da
presente representação, porque, ou estes agentes municipais interpretam mal o
espírito da legislação vigente, ou esta é realmente deficiente para a repressão
deste e outros semelhantes abusos.
Seja, porém, como
for, aos abaixo assinados – leigos em matéria de legislação – o que parece de
justiça, é:
-Que ninguém possa
comerciar sem pagar os direitos relativos á profissão de comerciantes. O contrário
disto é estabelecer exceções odiosas em favor de determinadas classes com
reconhecido gravame dos interesses de outras.
Todas as classes
produtoras são outros tantos fatores da riqueza dos municípios, e conseguintemente
do país. Pode cada uma delas produzir e usufruir a maior soma de conseqüentes
frutos de sua maior ou menor atividade, mas isto dentro da órbita que lhes é
traçada pelos poderes públicos, com o fim de evitar o choque de interesses
particulares, do qual resulta mais tarde ou mais cedo o decrescimento da renda
pública.
No caso vertente
se esta ilma. Câmara não der imediatas providências no sentido de por um
paradeiro a este estado de cousas, tem de ver em breve diminuída a sua renda,
pela supressão de muitos estabelecimentos comerciais do município, que, além de
se verem a braços com uma crise assustadora, tem ainda de arcar com a
concorrência de uma infinidade de comerciantes não tributados.
Mas, ainda isto
não é tudo, ilmos.srs. Uma clausula de vendedores de gêneros do país anda por
aí de estação em estação e de fazenda em fazenda, mascateando gêneros por
amostra, sem pagamento de imposto de espécie alguma; isto sem falarmos nos
mascates de fazendas e outros artigos que, quer deste município, quer de
municípios estranhos, se servindo mesmo meio capcioso para se furtarem ao
cumprimento da lei. E quando o comércio se queixa aos respectivos agentes
municipais, respondem-lhes isto: ‘Individualize’.
A
individualização, em semelhantes casos, ilmos. srs., como a querem os agentes
municipais, repugna no caráter dos abaixo assinados como ao de todo o homem que
se presa.
Exercendo uma
profissão honesta, e quiçá honrosa, de que pagam avultadíssimos impostos, eles
supõem o que devem encontrar na lei e seus executores o corretivo bastante
eficaz contra a lesão de seus interesses, sem que lhes necessário representar o
degradante papel de denunciantes.
É por isso que os
abaixo assinados generalizando os fatos, vem respeitosamente pedir a esta ilma.
Câmara que lhes faça a dívida.
Justiça.
E. R. M.
Julio Equi &
Irmãos.
João Guilherme
Bezerra Paes.
Francisco Martins
da Silva.
José Carrara &
Irmão.
Ernesto Breyer.
Arantes &
Andrade.
José Teixeira Roza.
Manoel Tavares
Corrêa.
Antonio Caput.
Manoel Anastácio
Corrêa.
João José Antunes.
Antonio Guilherme
Rangel.
Laudelino José de
Freitas.
Maria Augusta.
Virgílio Dutra de
Moraes.
João Moreira
Casemiro.
João B. Lucas
Linhares.
Adriano de Mesquita
Menezes.
Luiza Martins.
Joaquim Ferreira
Tavares.
Francisco Curcio.
Joaquim da Silva
Fontes.
José Severiano.
Jornal “O Pharol” de
Juiz de Fora. 05/03/ 1889 – N. 54 – Páginas 2 e 3.
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História
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
História do Hospital de Pequeri
História do Hospital de Pequeri
Corria o
ano de 1.967. A cidade sem calçamento,
sem telefone, sem água, luz deficiente, sem médico ou serviço compatível com as
suas necessidade, propiciava á população um quadro desolador. O posto de Saúde do Estado, precariamente
instalado nos fundos do mesmo pardieiro em que funcionava a Prefeitura
Municipal, era algo de asqueroso, suscetível de comprometer a credibilidade dos
serviços públicos e de agredir os mais elementares preceitos de higiene e de
assistência médica. Não aceitando aquela
promiscuidade e constatando que o prédio não comportava uma reforma para a
natureza dos serviços, tratou o prefeito de alugar uma casa na mesma rua e, com
pequena reforma, adapta-la ás necessidades do Posto de Saúde. Era uma
providência emergencial e oportuna que perduraria por mais algum tempo até que
algo mais importante pudesse ser feito.
Homem
afeito ao planejamento, aquela autoridade, entre os muitos projetos montados
para Pequeri, colocou como o Plano Municipal de Saúde, através do qual
pretendia atender ás necessidades médicas da população resolvendo, de vez, o
problema.
Contava
do Plano de Saúde a construção de uma Unidade Médica suficientemente equipada
para as emergências, com ambulatório, farmácia, gabinete dentário, sala de
partos, duas enfermarias com dois leitos cada uma, aposento para médico, sala
administrativa, copa e cozinha, e até uma ambulância para o transporte dos
doentes e acidentados que necessitassem de ser removidos para os hospitais de Bicas, Mar de Espanha, Juiz de Fora ou
Três Rios. Mercê ás suas
características, aquela Unidade foi denominada Mini Hospital sendo, pois o
embrião de um futuro nosocômio.
Com essa
idéia de Mini Hospital, o prefeito levou o projeto á apreciação do Dr. Harrisson
de Mendonça, titular do Posto de Saúde e que somente ás quintas-feiras
comparecia a Pequeri.Encontrou-o, após o expediente, conversando com o
Coletor Estadual, Agenor Garcia Ribeiro,
dinâmico “auxiliar” de serviços médicos nas horas vagas que, na adolescência e
até mesmo antes de ocupar o cargo público, havia trabalhado no ambulatório de
uma farmácia. Sentados á mesa de um bar na Praça Antero Dutra, os três trocaram
impressões sobre a difícil situação do serviço médico em Pequeri, ao mesmo tempo
em que passaram a analisar o projeto
do Mini Hospital. Pouco depois se juntava ao grupo o gerente
da Minas Caixa, Sr. Ronaldo Granato Matta, que já conhecendo o projeto do
prefeito, sugeriu, com a espontaneidade que lhe é peculiar, um brinde á
construção do Mini Hospital.
Alegando
a dificuldade financeira da Prefeitura, o prefeito lembrou de que a construção
daquela Unidade de serviço médico deveria ter a participação da comunidade
e, para isso, pretendia criar uma
entidade filantrópica ensejando, destarte, a colaboração do povo.
Agenor
Garcia Ribeiro, figura eclética, bom escriba e que de tudo conhecia um pouco,
prontificou-se a elaborar um estatuto de uma Associação de Caridade e
Assistência. Já no segundo brinde, o grupo se comprometia em levar adiante
aquele plano marcando, para isso, uma reunião na quinta-feira seguinte.
Sem o
compromisso de qualquer sigilo, o assunto ganhou as ruas para receber a
simpatia popular dos incrédulos. O prefixo “Mini” acabou esquecido no processo,
o que influenciou o desenhista Luiz Carlos Fernandes da Silva a elaborar uma
planta com base nos hospitais da região.
Na
semana seguinte, no dia 12 de abril de 1.968, realizou-se no posto de saúde a
reunião programada. Diante do esboço do estatuto elaborado por Agenor Garcia
Ribeiro, os pioneiros resolveram eliminar de vez o “Mini”. Amadurecida a idéia, ficou acertada a
realização de uma terceira reunião para a qual foram convidadas as figuras
proeminentes da comunidade.
No dia n19 de abril foi realizada a
reunião que marcou o nascimento do hospital, lavrando-se, em folha de papel, a
primeira ata da Associação de Caridade e Assistência de Pequeri -ACAP, cujo
original se acha devidamente conservado e guardado em cofre. Naquela reunião
ficou decidida a convocação de uma assembléia no Clube Social para o dia 05 de
maio de 1.968.
Na data
aprazada, contando com a presença de cerca de setenta pessoas, nascia
oficialmente a Associação de Caridade de Pequeri, lavrando-se a competente ata
de função, promovendo-se a eleição da primeira diretoria e a aprovação do
estatuto. Os primeiros dirigentes eleitos foram: provedor- Boanerges Dutra de
Morais, vice-provedor –Ascânio Gouvêa Matta, primeiro secretário – Agenor Garcia
Ribeiro, segundo secretário –Ed Côrtes Costa , primeiro tesoureiro _Nusin Kielmanowicz e segundo tesoureiro
_Joel Pereira Alvim, ficando o Dr. Harrison de Mendonça como diretor do
hospital. Estava, assim, criado o Hospital S. Pedro.
Ainda
naquela oportunidade, o prefeito Júlio Vanni além de manifestar o empenho da
prefeitura na realização da obra, propôs aos presentes que ali mesmo fossem
feitas as primeiras subscrições de quotas a fim de serem atendidas as despesas
iniciais, no que foi prontamente atendido.
A notícia
da fundação do hospital alcançou logo o domínio público, sensibilizando a
quantos tivessem qualquer vínculo ou de negócios em Pequeri. Ainda empolgado
com o êxito do movimento, o prefeito levantou a idéia de se promover uma festa,
a festa do pequeriense ausente e de amigos de Pequeri, cuja renda seria
totalmente aplicada nas obras do hospital. Rifas, bingos,
quermesses,doações,churrascos, almoços,jantares beneficentes e até sorteios de
brindes pelo resultado diário do bicho, tomaram conta da cidade numa agitação
por demais animadora.
Era plano
do prefeito construir o hospital na colina situada atrás da atual sede da
Prefeitura Municipal, na praça Dr. Potsch.
Aconteceu, porém, que o Sr. Victor Belfort Arantes Filho, também
empolgado com o movimento, teve de ser internado numa emergência em Juiz de
Fora. Ao regressar, procurou o prefeito e lhe ofereceu em doação 16.000m de terreno para a construção do hospital,
justamente ali na colina “Bela Vista” onde se encontra o atual nosocômio.
É
importante registrar as doações voluntárias de carretos, mão de obra, dias de
serviço, material, etc, feitas, inclusive, por gente humilde, hoje,
praticamente impossível identificá-las, mas que evidenciaram a participação da
comunidade como um todo. Mas o ponto alto da campanha ficou mesmo por
conta da festa de pequeriense ausente, cujo saldo de mil cruzeiros na época,
algo hoje como setenta mil cruzados, permitiu o lançamento da pedra fundamental
no dia 21 de dezembro do mesmo ano, e a
aceleração das obras no dia seguinte sob a direção do construtor Augusto
Cortes, já que a Mineração Anasteve, por deferência especial do seu diretor
Rubem Keller, cuidara dos serviços de terraplanagem.
Construído
o primeiro bloco, partiu-se logo para a construção do segundo com a doação
feita pelo Dr. Carlos Juarez Belfort Arantes de todo o cimento para a sua laje.
Para o Prefeito Júlio Vanni, incansável no acompanhamento das obras e na obtenção de
recursos materiais e financeiros, foi uma agradável consagração, ao fim do seu
mandato, poder o prédio abrigar pelo menos a parte ambulatorial.
Os
prefeitos que se seguiram, Boanerges
Dutra de Morais e Luiz Abílio Pimenta Alves, também se empenharam nas
obras do hospital. Mas a falta de recursos e a inflação que já agravava a
economia do país, não tardaram em provocar uma estagnação das obras. Boanerges
teve contra o seu desempenho, o fato de ter sido o seu mandato de dois anos,
agravando com o seu precário estado físico, cuja molestia o arrebatou da vida
poucos anos depois.
Por muito
tempo o hospital esteve totalmente paralisado, como um verdadeiro elefante
branco sob a égide da Fundação Municipal de Saúde, entidade que, estranhamente,
se transformara a Associação de Caridade e Assistência de Pequeri .
Mas foi
na administração do prefeito José Vicente Daniel que o hospital pode ser concluído. A Fundação
Municipal de Saúde se transformou na atual Associação de Caridade S. Pedro e seu provedor eleito foi o Senhor
René Cozac que se propôs a dar a arrancada final até o seu pleno
funcionamento.Deixou assim o hospital,
de ser o grande elefante branco sob as vistas do povo, já quase descrente da
sua utilização.
Há pois
de se louvar o desempenho do prefeito José Vicente Daniel em equipar o hospital e ao incentivo dado as
obras que naquela altura já eram custeadas pelo Sr. René Cozac que assim
inscreveu o seu nome no rol dos maiores beneméritos do Hospital.
É verdade
que o hospital está bem equipado e se acha em pleno funcionamento desde o ano
de 1986, quando se tornou realidade o convênio com o INAMPS mercê a elevada
colaboração dos Srs. José Murilo Borges e Jair Cardoso.
É verdade
também de que o hospital carece, ainda, de novas instalações e novos equipos a
fim de atender as exigências do INAMPS e o crescimento natural dos seus
atendimentos e, até mesmo, de pessoal competente conforme recomendam os seus
atuais dirigentes clínico e administrativo, respectivamente, o Dr. Harrisson de
Mendonça e Dr. Edmir Moutinho.
Neste
relato encerra o primeiro capítulo de uma longa história, já com 19 anos de
existência, desde que os quatro pioneiros se sentaram a uma mesa de bar na
praça Antero Dutra, num instante de lazer e de muita felicidade cívica.
É
lamentável que ninguém tenha registrado os nomes de tantos doadores e
colaboradores populares, de operários a doutores, que acabaram ficando no
anonimato, mas que foram de grande valia para que Pequeri tivesse este hospital
que é, sem dúvida, uma obra que a nossa gente pequeriense deve orgulhar-se. Mas
seus nomes, certamente, estarão registrados nos anais divinos.
Resta-nos
dizer uma derradeira verdade. Uma
verdade verdadeira ou melhor, verdadíssima, verdade límpida, cristalina,
incontestável que merecia ser gravada numa placa á entrada do hospital:
Esta obra
nada deve aos governos federais e estadual na sua parte física.
Foi
considerada sendo um patrimônio inclusive da comunidade pequeriense que sempre contou com a boa vontade de denodados amigos e benfeitores
desta cidade.
Fundadores:
Júlio Cezar Vanni, Agenor Garcia Ribeiro, Dr. Harrisson Mendonça e Ronaldo
Granato Matta.
Doador do
Terreno: Victor Belfort Arantes Filho.
Projeto de
Luiz Carlos Silva.
Construtor
(1 fase): Augusto Cortes
Terraplanagem: Mineração Anasteve Ltda.
Início das
Obras: 21 de dezembro de 1968.
Primeira
Diretoria:
Provedor
-Boanerges Dutra de Morais
Vice
Provedor:Ascânio Gouveia Matta
1
º Secretário: Agenor Garcia Ribeiro
2º
Secretário: Ed Côrtes Costa
1ºTesoureiro:Nusin Kielmanowicz (Natan)
2º-Tesoureiro : Joel Pereira Alvim
2º-Tesoureiro : Joel Pereira Alvim
Conclusão
da Obra em 1982: Renê Cozac
Prefeito que
iniciou á obra: Júlio Cezar Vanni
Prefeito que
equipou e inaugurou: José Vicente Daniel
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História
domingo, 19 de agosto de 2012
Nossa Senhora do Livramento
Esta imagem de Nossa Senhora do Livramento,esculpida em madeira, com data do século XVIII, pertence à Igreja de Sarandira.. Está em Pequeri pois a Igreja de Sarandira está passando por uma reforma e sendo hoje o dia consagrado à esta Santa, a imagem foi exposta no altar da nossa Igreja Matriz.
ORAÇÃO À NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO
Nossa Senhora do Livramento,Mãe de Deus, nossa Mãe
e padroeira de nossa Paróquia.
Com o olhar confiante vos contemplamos.
Como exemplo, guia e protetora dos filhos devotos.
Dirigimo-nos a vós como filhos,
porque necessitamos do vosso auxílio.
Só em pensar que temos Mãe junto de Deus, sentimo-nos reanimados,
apoiados e guiados pela mão materna.
Renovai-nos espiritualmente
para que saibamos enxergar a vida mais bela.
Levantai-nos para caminhar sem medo
nas tribulações da vida. Dai-nos vossa mão
para que acertemos o caminho da salvação eterna.
Nossa querida Mãe,
NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO,
abençoai-nos e guardai-nos junto de vosso coração,
e conduzi-nos ao coração eterno e amoroso do Pai. Amém!
"Nossa Senhora do Livramento
Livrai-nos de todos os perigos do corpo e da alma"
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Nossa Senhora do Livramento
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Texto: Pequeri de meu tempo
Foi
na Fazenda de Santa Luzia, a leste da Estrada de Ferro, num velho casarão construído,
no tempo do cativeiro, onde eu nasci. Filho de pais do alem mar, sem conhecer
as vitaminas, as penicilinas, cresci num ambiente sadio e feliz, desconhecendo
o mundo fora dos limites do meu querido São Pedro do Pequeri. A natureza
prodigiosa daquele tempo era o alento da boa gente das fazendas que nela tinha
o seu sustento, o seu remédio e o seu divertimento.
Como
todo garoto, aos sete anos fui para a escola no “arraial”, a fim de
receber os primeiros ensinamentos de minha formação. Impulsivo no inicio,
acostumei-me, logo, com os companheiros que comigo faziam boas e saudosas
estripulias. Com o estudo eu não queria nada. Lembro-me do interesse que tive
em aprender os nomes dos dias da semana, somente para marcar nas folhinhas as
“quintas-feiras” e os “domingos” que eram os dias de
folga, dias em que eu podia cavalgar o “Trento” meu cavalo pedrez
que me levava ate a invernica para dar sal ao gado e a postar corridas com as
novilhas desgarradas. Aos domingos, entr3tia-me com as arapucas e os alçapões
na anciã de pegar algum canário, um sabia, uma juriti ou mesmo um tico-tico,
enquanto que no velho açude gordas traíras, acaras e lambaris eram pescados em
quantidade. Quando me fartava dos passarinhos e da pesca, ia ao mato buscar o
mel das abelhas selvagens para um guloso regalo tão próprio das crianças de
todos os tempos.
As
plantações abundantes propiciavam naquele tempo, farta colheita. Os carros de
bois, com o seu chiado característico, anunciavam sempre a chegada ao terreiro
vinham um após outro para derramar diante da casa grande, o café, o milho, o
feijão, etc. numa euforia sem par. Era uma verdadeira festa a chegada dos
primeiros carros com a primeira colheita. O ultimo carro era sempre enfeitado
de ramos e flores silvestres. O pessoal delirava de contentamento. No primeiro
sábado, após o inicio da colheita, era, então festejando o grande
acontecimento. Os colonos italianos, herdeiros das tradições da sua terra
natal, se ajoelhavam e lançavam uma prece a Deus, agradecendo o belo resultado
dos seus esforços. Rezava-se o “terço” para depois da benção do
Santo padroeiro das boas colheitas, ter inicio um esfuziante baile sob o som da
sanfona. A meia noite dançava-se a quadrilha como ponto culminante dos
festejos. Bebia-se a “temperada” que era uma deliciosa bebida
preparada pelos italianos. Assim festejava no meu tempo, com incomensurável
alegria a colheita farta que se repetiria nos anos seguintes.
No
“Arraial” as festas do Mês de Maria eram esplendidas. Havia, não
tenho duvida, mais alegria, mais gente, mais fartura e, por conseguinte, mais
animação. O futebol era de uma animação nunca vista. Pequerience F. C. e S. C.
Elite, dividiam as preferências locais. Os homens torciam e brigavam, enquanto
que as mocas na vigilância dos seus pais torciam caladas, com o pensamento no
baile que certamente haveria a noite.
Como
em todo lugar, o carnaval de S. Pedro do Pequeri marcou época.
Para
o reinado de Momo, chegava sempre um carro especial da estrada de ferro com
gente do Rio de Janeiro, pois, a fama das mocas de Pequeri era de que eram as
mais bonitas da redondeza. Nos salões de baile, pisava-se em montes de confetes
e serpentinas enquanto que no ar os guinchos dos lança- perfumes eram em
profusão.
A
política era assunto dos mais idosos. A rapaziada não se preocupava tanto com
esse assunto. Seria, naquele tempo, deselegante um rapaz falar em política com
a sua namorada. Levava logo um fora. E no comentário com as amigas, a donzela
diria: “fulano é um bobo. Só fala em política, coisa que eu não entendo e
nem sou eleitora”.
Como
o tempo não espera por ninguém, senti chegada a mocidade, quando tive de m
afastar daquele ambiente que tanto adorava. Fui para o colégio. As férias eram
aguardadas sempre com viva ansiedade. A saudade o meu São Pedro do Pequeri era
imensa. Como era bom rever tudo aquilo... Os dias de férias pareciam passar
depressa. E antes mesmo que terminassem, eu começava a sentir o pungir
impiedoso da saudade. Novo ano de estudo, novas férias.... E o tempo me fez
homem. Assim que terminei o curso, não encontrei trabalho compatível com os
meus estudos no meu querido torrão. Parti para o Rio em busca de um futuro
promissor. Enfrentei sozinho, mil e uma dificuldades, sem nunca desanimar e
vencer finalmente. Ainda com os olhos voltados para frente, e com o pensamento
no meu velho São Pedro do Pequeri, eu vejo passar 25 anos de ausência do torrão
querido.
Quando
visito Pequeri, não deixo nunca de olhar para o seus passado e compara-lo com o
presente. Está tudo mudado. Sento-me, sempre sob uma velha e frondosa arvore,
fecho os olhos para contemplar o deslumbramento de outrora. Como me sinto
feliz!
Ao
abri-los, sinto porem, uma magoa profunda. Não vejo ao redor de mim, os vastos
cafezais, as verdes florestas despareceram. Tudo agora é pastos e montanhas desnudas.
Levanto-me e me ponho a caminhar pela velha estrada onde eu cavalgara com os
arroubos próprios da infância. Não encontro mais os camponeses nos campos. Suas
casas não existem mais. Foram para outros lugares em busca de melhor situação.
As juritis, os sabiás, os nhambus, as trocau, também se acabaram. No velho
açude o anzol fica como que dando “banho à minhoca”pois os peixes
não beliscam mais. A casa onde nasci também desapareceu. Nem mesmo as ruínas
pude encontrar. Olho, finalmente, para o azul infinito do céu que e a única
coisa que ainda resta. Ali a Mao do homem não pode alcançar para destruir.
Volto
ao “Arraial”que hoje goza dos foros de cidade. As suas ruas são as
mesmas e o casario em quase nada foi alterado. Encontro-me com poucos
conhecidos de outrora, pois, a maior parte da população é para mim, agora,
desconhecida. Os antigos companheiros são homens como eu. Os moços do meu tempo
ficaram velhos e os velhos na sua maioria, deixaram de existir. Tudo, tudo e
tão diferente. Os costumes já não são os mesmos. As moças discutem política
com entusiasmo e coragem. O namoro é mais livre. As fábricas antigas
desapareceram. No grupo escolar não encontrei mais as matronas amigas
d’antes. Agora as professora são “brotinhos” na sua maioria (
aliás, é a única coisa que invejo dos atuais alunos).
Hoje
meu querido São Pedro do Pequeri és cidade, porem, pouco progrediste. Do teu
velho nome ficou apenas o Pequeri, mas guardo no coração as saudades daquele
bom tempo. Tudo passa, tudo se modifica. Só não modifica o teu céu de azul
puríssimo. E o meu desejo, meu velho Pequeri, e de que o mesmo sol que me viu
nascer me veja morrer.
Fernando
Vanni
Fonte:
Jornal ‘O Pequeri’ – 17 de setembro de 1956.

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